Robin das Andanças

Façamos o perfil da escriba. O Robin mora em Baiões. O Robin trabalha no Balneário. Mas o Robin é também um fraco. Desde logo porque utiliza um jornal de pixels de forma anónima para atingir os seus fins políticos e pessoais. Percebo o coitado. A sua força politica na região ao que parece é fraca (compreende-se. Não é advogado ou dirigente partidário mas sim um simples funcionário balnear). Não lhe passam cartão para coisa nenhuma. Assim, decidiu iniciar as suas cruzadas políticas e pessoais da forma mais cobarde e que lhe permita alcançar as suas vitóriazinhas, visto que pelo duelo justo e com honra (do tipo debate, eleições e outras coisas chatas) nunca conseguiria ganhar nada. A irreverência e independência do Robin são uma treta completa. Bem vistas as coisas, o Robin não passa de uma sopeira politico-partidária que faz o que pode pela sua vidinha.
Robin não gosta também desta freguesia laranja nem do seu divino Imperador. É compreensível: o seu partido aqui não risca nada. O sucesso também o chateia e Carvalhais tem gente e genica para manter um festival de 7 dias por onde passam 40 mil pessoas. Por contraponto, e isso irrita-o, Baiões, grandiosa terra de Robin onde proliferam jagunços e tasqueiros, não é capaz de organizar um torneio de sueca.
Como a ocasião faz o ladrão, o Robin aproveitou a realização das Andanças para continuar a bater no ceguinho. O sr. dr. Robin abomina os porcos e coadores andantes que bailam pelos palcos das andanças mas, verdade seja dito, foi rara a noite que não o vi por lá a abanar a sua farta cabeleira (aliás, devo congratula-lo desde já por, este ano, não ter tido qualquer tipo de problemas na entrada). Dá-nos moralismos democráticos quando se insurge contra as t-.shirts de foice e martelo, as cuecas do Guevara e se mostra chocado com o envolvimento da igreja no projecto, mas em noite animada mostra a sua admiração por Afonso Costa e as suas expropriações à Igreja Católica. Mostra critica e repugno por Adrianus, mas depois de texto publicado toca a ir ao beija-mão para evitar confusão.
Até a visão sectária do festival pintada pelo justiceiro é errada e incoerente. Caso contrário, como é que estes piolhosos, os tais que usam os panos de cozinha da sua avó, conviveriam e dançariam diariamente com betos janotas do tipo do Robin?
Numa coisa, meu caro Robin, tu tens razão. Esta hippielhada é malta um bocado tesa. Enquanto todo o eleitorado do BE andava aqui a beber um finito e a trazer uma garrafita UDACA de casa, tu, numa só noite, gastaste mais em vinho do que uma família hippie gastaria em LSD. Pelos vistos, ganha-se bem no balneário.
